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Mercado de trabalho no exterior p/ asa rotativa?

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Mercado de trabalho no exterior p/ asa rotativa? Empty Mercado de trabalho no exterior p/ asa rotativa?

Mensagem por goulartsep Ter 07 Maio 2013, 15:40

Olá,

Estou em idade de escolha profissional e já há algum tempo penso em ser piloto, a princípio de helicóptero (sempre gostei mais deles Very Happy ). Me informei sobre a carreira e vi que não é fácil, muito menos do que parece. Mesmo assim minha vontade ainda continua. A dúvida em questão é saber se é possível, e viável, principalmente, trabalhar como piloto de helicóptero em outros países. Ocorre que nunca gostei do Brasil (não odeio o país, só acho que nada aqui funciona como deveria), e tenho o grande sonho de morar e trabalhar fora. Não me importo se o salário for um pouco menor. Eu sei, é claro, que isso não seria algo rápido, como em qualquer outra profissão, eu sei que preciso trabalhar e conhecer sobre a minha área para depois trabalhar em outros países.

Alguém saberia me dizer como são os mercados internacionais para pilotos? Europa seria o ideal (é lógico), mas e os outros continentes? Algum lugar em específico que costuma ter um grande número de pilotos? E quanto tempo demoraria para eu ser contratado, digo, quais são os requisitos (cursos/horas de voo)? Para pilotos de avião a coisa é mais ou menos a mesma?

Muito obrigado!!! Smile

goulartsep
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Mercado de trabalho no exterior p/ asa rotativa? Empty Re: Mercado de trabalho no exterior p/ asa rotativa?

Mensagem por Paulo Stavis Ter 07 Maio 2013, 16:24

Meu conhecimento do mundo das asas rotativas é limitado porém até onde eu já ouvi falar...

Mercado forte pra aviação em geral é a Ásia. Europa e América do Norte são mercados difícieis de conseguir algo em função da concorrência com os locais e a não-abertura aos estrangeiros. A Ásia costuma funcionar muito bem pra parte de avião e assim deve ser com os helicópteros, talvez na parte florestal (transporte de pessoal) ou petróleo.

Não sei o seu conhecimento sobre a necessidade de licenças e horas porém aqui no Brasil pra voar no offshore é requisito mínimo o PC (+-100h totais) visual, a empresa pagará o custo do IFR (que é elevadíssimo). Após a entrada do RBAC 61 parece que está havendo uma abertura nesse quesito, as aeronaves de instrução (R22 e afins) estão conseguindo homologação IFR sob capota.
Quando se fala em aviões, se você faz as horas IFR em aeronave homologada "sob capota" ou IFR real, isso não interessa. O importante é o check, que deve ser feito em aeronave homologada IFR real. Se levarmos esse conceito aos helicópteros, você pode fazer o IFR no R22 e checar numa máquina maior. Se isso é feito ou se esse conceito é válido para helis, não sei lhe precisar.

Falar em tempo na aviação é complicado. Hoje a Ásia bomba, menos que antigamente, mas ainda bomba. Pode ser que até você terminar o PC não esteja mais assim. Fora que provavelmente só com o PC você dificilmente vá conseguir algum trampo por lá, já que poraqui ouvi dizer que os mínimos pro offshore são por volta de 500-1000h fora o QI.

Já se falarmos sobre aviões, a história é um pouco diferente. Tendo o PC (150h) VFR/IFR/Mono ou multi vai te deixar mais ou menos no mesmo barco: sem emprego. A aviação deu uma esfriada poraqui e agora a alternativa está sendo (sempre foi na verdade) o INVA, o problema é que essa alternativa está ficando saturada pela falta de rotatividade. Pode ser que daqui 1 ano melhore ou piore, difícil dizer.

No fim das contas, helicóptero ou avião acaba saindo quase o mesmo valor com a diferença que no helicóptero a grana vai pelo ralo a uma razão incrível (essas 100h de heli dá pra fazer em 6 meses, se duvidar, porque a meteorologia pra heli é bem menos restritiva). Há de se considerar que com o RBAC 61, daqui 1 ano para ser INVA serão necessárias 200h em comando (você checa o PC com cerca de 70h em comando, somente, no caso de avião). Esse abismo entre o PC e o INVA vai tesourar muita gente da aviação, infelizmente.

Acabei escrevendo demais, qualquer dúvida, se eu souber e puder ajudar, é só postar.
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Mensagem por goulartsep Ter 07 Maio 2013, 16:38

Paulo Stavis escreveu:Meu conhecimento do mundo das asas rotativas é limitado porém até onde eu já ouvi falar...

Mercado forte pra aviação em geral é a Ásia. Europa e América do Norte são mercados difícieis de conseguir algo em função da concorrência com os locais e a não-abertura aos estrangeiros. A Ásia costuma funcionar muito bem pra parte de avião e assim deve ser com os helicópteros, talvez na parte florestal (transporte de pessoal) ou petróleo.

Não sei o seu conhecimento sobre a necessidade de licenças e horas porém aqui no Brasil pra voar no offshore é requisito mínimo o PC (+-100h totais) visual, a empresa pagará o custo do IFR (que é elevadíssimo). Após a entrada do RBAC 61 parece que está havendo uma abertura nesse quesito, as aeronaves de instrução (R22 e afins) estão conseguindo homologação IFR sob capota.
Quando se fala em aviões, se você faz as horas IFR em aeronave homologada "sob capota" ou IFR real, isso não interessa. O importante é o check, que deve ser feito em aeronave homologada IFR real. Se levarmos esse conceito aos helicópteros, você pode fazer o IFR no R22 e checar numa máquina maior. Se isso é feito ou se esse conceito é válido para helis, não sei lhe precisar.

Falar em tempo na aviação é complicado. Hoje a Ásia bomba, menos que antigamente, mas ainda bomba. Pode ser que até você terminar o PC não esteja mais assim. Fora que provavelmente só com o PC você dificilmente vá conseguir algum trampo por lá, já que poraqui ouvi dizer que os mínimos pro offshore são por volta de 500-1000h fora o QI.

Já se falarmos sobre aviões, a história é um pouco diferente. Tendo o PC (150h) VFR/IFR/Mono ou multi vai te deixar mais ou menos no mesmo barco: sem emprego. A aviação deu uma esfriada poraqui e agora a alternativa está sendo (sempre foi na verdade) o INVA, o problema é que essa alternativa está ficando saturada pela falta de rotatividade. Pode ser que daqui 1 ano melhore ou piore, difícil dizer.

No fim das contas, helicóptero ou avião acaba saindo quase o mesmo valor com a diferença que no helicóptero a grana vai pelo ralo a uma razão incrível (essas 100h de heli dá pra fazer em 6 meses, se duvidar, porque a meteorologia pra heli é bem menos restritiva). Há de se considerar que com o RBAC 61, daqui 1 ano para ser INVA serão necessárias 200h em comando (você checa o PC com cerca de 70h em comando, somente, no caso de avião). Esse abismo entre o PC e o INVA vai tesourar muita gente da aviação, infelizmente.

Acabei escrevendo demais, qualquer dúvida, se eu souber e puder ajudar, é só postar.

Muito obrigado, Paulo Stavis*! Poxa, além de ser muito caro se formar, ainda tem o problema de arrumar emprego t_t. Você pode me explicar melhor o que é "sob capota"? Se com o PC ainda não se encontra emprego (tirando INVA/H), quantas horas de voo são necessárias? O Offshore está sobrando vagas? Visto que você disse que as empresas até pagam o IFR... Valeu, de novo!

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Mensagem por Paulo Stavis Ter 07 Maio 2013, 17:27

goulartsep escreveu:Muito obrigado, Paulo Stavis*! Poxa, além de ser muito caro se formar, ainda tem o problema de arrumar emprego t_t. Você pode me explicar melhor o que é "sob capota"? Se com o PC ainda não se encontra emprego (tirando INVA/H), quantas horas de voo são necessárias? O Offshore está sobrando vagas? Visto que você disse que as empresas até pagam o IFR... Valeu, de novo!

A questão do emprego é relativa. Se você fizesse essa mesma pergunta há uns 1,5 anos atrás eu ia te falar pra cair dentro na hora que estava bombando. Infelizmente a aviação é sazonal, nos períodos de baixa somente quem realmente gosta (e infelizmente p$o$d$e) "sobrevive".

Esse sob capota funciona assim: Digamos que pra homologar IFR você precisa de 2 horizontes, 2 VOR, 2 NDB e no caso dos helicópteros, biturbina (não são exatamente esses requisitos, fora o requisito do helicóptero que é real, só pra ilustrar). O proprietário vai na oficina, põe 1 horizonte, 1 VOR e 1 NDB no R22 (monomotor a pistão) e pede pra homologar sob capota. A aeronave não pode voar IFR (ou seja, tempo ruim e regulamentos IFR) porém pode voar com tempo bom obedecendo parte das regras IFR, com isso dá pra colocar uma aeronave pra treinamento IFR com baixo custo. O problema é que esta aeronave não serve pra checar, só para o treinamento em si.

Depende do emprego, pras asas rotativas ouvi falar em torno de 500h totais. Custear todas estas horas não é possível para a maioria dos mortais (ainda mais no Brasil) portanto existem as duas alternativas: Táxi aéreo e o INVH. Não sei se você conhece o Canal Piloto mas procure por ele no google e escute o CP Cast relativo ao RBAC 61, você vai ouvir sobre uma problemática que o pessoal do helicóptero passará logo logo, recomendo ouvir thumbsup

Sim, até a última que eu sei o offshore sobra vagas sim, não sei se é a rodo, mas que é um mercado que cresce muito e não tem perspectivas de diminuir é. O problema, novamente, é a ponte entre o PC e o offshore. Tem INVH da escola onde eu voo (faço avião porém tive contato com os helis) que fez por volta de 500h, outros demoraram mais. O helicóptero, na verdade, é muito mais QI que na aviação, acredito eu. Essa ponte entre o PC e o emprego dificilmente é preenchida por um curriculum, na grande maioria das vezes é uma indicação de um colega que estava voando um executivo, foi pro offshore ou mudou de emprego, e passa o "osso" pra você.
O IFR dos helis tinha o problema de necessitar que a máquina fosse biturbina, elevando o custo da hora pra altura dos 2k dilmas, porisso que as empresas pagavam (realmente não tinha como o cara custear). Com o RBAC 61 parece que isso mudou, melhorou pra galera por um lado. Novamente, recomendo escutar o CP Cast do RBAC 61.

Qualquer coisa, só postar.
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Mensagem por AlexOldschool Ter 14 Maio 2013, 11:52

goulartsep escreveu:Olá,

Estou em idade de escolha profissional e já há algum tempo penso em ser piloto, a princípio de helicóptero (sempre gostei mais deles Very Happy ). Me informei sobre a carreira e vi que não é fácil, muito menos do que parece. Mesmo assim minha vontade ainda continua. A dúvida em questão é saber se é possível, e viável, principalmente, trabalhar como piloto de helicóptero em outros países. Ocorre que nunca gostei do Brasil (não odeio o país, só acho que nada aqui funciona como deveria), e tenho o grande sonho de morar e trabalhar fora. Não me importo se o salário for um pouco menor. Eu sei, é claro, que isso não seria algo rápido, como em qualquer outra profissão, eu sei que preciso trabalhar e conhecer sobre a minha área para depois trabalhar em outros países.

Alguém saberia me dizer como são os mercados internacionais para pilotos? Europa seria o ideal (é lógico), mas e os outros continentes? Algum lugar em específico que costuma ter um grande número de pilotos? E quanto tempo demoraria para eu ser contratado, digo, quais são os requisitos (cursos/horas de voo)? Para pilotos de avião a coisa é mais ou menos a mesma?

Muito obrigado!!! Smile

Vejo que, apesar da pouca idade, vc já tem o amadurecimento e a visão de futuro na direção certa, pois a aviação é uma área muito motivante e quanto ao país (Brasil), como o forum impede opiniões políticas, não posso e também nem precisa falar nada....é só observar com visão crítica.....
Não sou piloto, mas tem um certo conhecimento na área, e acredito que pelo que tenho observado, há uma certa saturação do mercado nacional e norte-americano. Quanto ao mercado de asas rotativas, uma área promissora é a de offshore, porém vc vai enfrentar uma boa concorrência com militares da reserva das forças armadas, que se aposentam e alguns buscam entrar nesse nicho do mercado, com muitas horas de vôo na bagagem. Mas, como em toda profissão, acredito piamente, que sempre haverá lugar para os profissionais sérios, dedicados, competentes e perseverantes. Se vc acredita que tem potencial, vá em frente, não deixe o tempo passar. O tempo é precioso e não volta jamais.

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Mensagem por virtualroutes Qua 15 Maio 2013, 13:18

O que o pessoal falou ai esta tudo certinho, acrescento que se você quer trabalhar em outro pais, vai precisar em primeiro lugar ter essa autorização. Ex dos USA, nem pense em tentar trabalhar lá sem uma autorização, ou visto, ainda mais como piloto! E outra, sua carteira da Anac não vai valer nada lá, precisaria convalidar a sua carteira para FAA, e parece que agora isso só é feito para PP. Então seria necessário fazer o PC lá, para ter a carteira do FAA. E depois você seria mais um forasteiro desempregado, para trabalhar, teria que ter cidadania. Em outros países não deve ser muito diferente disso.
Se concentre em fazer o curso aqui no Brasil mesmo, veja como é, faz o PPH teórico para sentir se é isso mesmo que você quer, vai visitar escolas no campo de marte e veja como são as maquinas.
O mercado de helis é muito mais estável do que de aviões, e vai ter muito mais oportunidades de trabalho, não só em offshore, taxi aéreo e particular também.

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Mercado de trabalho no exterior p/ asa rotativa? Empty Re: Mercado de trabalho no exterior p/ asa rotativa?

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