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Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia

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Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia Empty Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia

Mensagem por Amilckar Qua 23 Nov 2011, 20:30


Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia






Os aviões de combate da Líbia eram -
principalmente - velhos MiG-23 russos e Mirage F1 franceses.
Desatualizados e com manutenção deficiente, esses caças antigos não
foram páreo para as poderosas máquinas de guerra dos países pertencentes
a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que representavam o
que havia de mais avançado em tecnologia aeronáutica e bélica. Conheça
sete aviões militares usados pela coalizão na Líbia.


Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia Size_590_Dassault-Rafale


Dassault Rafale


País: França
Velocidade: 2.390 km/h
Armamento: 6 mísseis ar-ar e mísseis Exocet
Custo estimado: 100 milhões de dólares


O Rafale, avião que os franceses
da Dassault querem vender à força aérea brasileira, fez seu primeiro
voo em 1986, mas só começou a ser produzido em série depois de 2000.
Entre essas duas datas, muitos aperfeiçoamentos foram feitos. Cerca de
100 unidades foram fabricadas até agora, entre versões para operação
terrestre e para porta-aviões. Ele inclui um radar poderoso, capaz de
localizar múltiplos alvos aéreos, além de gerar mapas tridimensionais em
tempo real para navegação e orientação em ataques ao solo. No total, os
sistemas eletrônicos de radar, comunicação e defesa correspondem a um
terço do custo do avião.


O painel de comando inclui um
mostrador head-up, à frente do piloto, duas telas convencionais, mais
abaixo e um display central adicional. As telas são sensíveis ao toque
e, para operá-las, o piloto usa luvas que têm as pontas dos dedos
cobertas com seda. O piloto dirige a aeronave por meio de um joystick,
localizado à direita do assento, e do acelerador, à esquerda. Ainda que
não seja um avião do tipo "invisível", o Rafale emprega uma série de
tecnologias para confundir o radar inimigo. Elas são mantidas em segredo
pelos franceses. Mas sabe-se que há amplo uso de materiais compostos
não metálicos na construção, além de bordas em zigue-zague que ajudam a
dispersar as ondas eletromagnéticas do radar.


Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia Size_590_F-15-Eagle-Missil


F-15 Eagle


País: Estados Unidos
Velocidade: 2.660 km/h
Armamento: 6 mísseis ar-ar e 6 mísseis ar-solo
Custo estimado: 28 a 30 milhões de dólares (em 1998)


Fabricado pela McDonnell
Douglas, hoje parte da Boeing, o F-15 Eagle é considerado um dos mais
bem sucedidos aviões de combate modernos. É também uma das aeronaves
militares com vida útil mais longa. O avião foi projetado no final dos
anos 60, voou pela primeira vez em 1972 e entrou em serviço em 1976.
Depois disso, muitas versões com aperfeiçoamentos e modificações foram
desenvolvidas. No total, cerca de 1.200 unidades foram fabricadas.
Segundo os planos da Força Aérea americana, o F-15 ainda deve continuar
em uso até 2025. Além dos Estados Unidos, esse avião é usado por Israel,
Japão e Arábia Saudita. Uma variante conhecida como Strike Eagle é
empregada também por Singapura e Coreia do Sul.


As duas turbinas do F-15 são tão
potentes que o avião é capaz de acelerar mesmo quando sobe com o nariz
apontado diretamente para cima. O Eagle tem uma longa lista de sistemas
eletrônicos de navegação, ataque e defesa. Alguns deles emitem ondas
eletromagnéticas para confundir os radares inimigos. Para desorientar
mísseis antiaéreos, o F-15 emprega, entre outras, a velha técnica de
lançar ao ar fragmentos de papel alumínio que refletem as ondas do
radar, desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial. Já mísseis
orientados por raios infravermelhos são despistados por meio de
dispositivos pirotécnicos.


Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia Size_590_F-16_Fighting-Falcon


F-16 Fighting Falcon


Países: Estados Unidos, Dinamarca e Noruega
Velocidade: 2.170 km/h
Armamento: 6 mísseis ar-ar e 6 mísseis ar-solo
Custo estimado: 15 a 20 milhões de dólares, dependendo da versão (em 1998)


O F-16 Fighting Falcon é o jato
de combate produzido em maior quantidade até hoje. Parte do seu sucesso
deve-se à boa relação custo/benefício, já que ele custa menos que outros
aviões de desempenho similar. Desde 1976, 4.450 unidades já foram
entregues. Esse avião foi exportado pelos americanos para 25 países,
incluindo Egito, Israel, Itália, Chile e Venezuela. O F-16 foi
desenvolvido originalmente pela General Dynamics, que, em 1993, vendeu a
divisão responsável por esse modelo à Lockheed Martin. Quando começou a
ser fabricado, o F-16 trouxe numerosas inovações, como a cabine do tipo
bolha, que oferece ampla visibilidade ao piloto e o controle por meio
de um joystick lateral.


Entre os aviões produzidos em
série, o F-16 foi o primeiro projetado para ser ligeiramente instável
durante o voo, especialmente em velocidades subsônicas. Isso torna o
jato mais ágil durante os combates, mas exige correções constantes em
voo regular. Para ajudar o piloto a domá-lo, o Fighting Falcon tem um
sistema de controle eletrônico, do tipo fly-by-wire. No início, era um
sistema analógico que, com o tempo, foi substituído por um controle
digital. O computador de bordo interpreta os comandos do piloto,
transmitidos por meio do joystick e dos pedais do leme, e os dados sobre
a posição e a velocidade do avião. Essas informações são usados para
ajustar as superfícies móveis das asas e do leme de modo a manobrar o
avião da maneira desejada. Por causa desse controle computadorizado, os
pilotos costumam dizer que não se pilota um F-16. Ele é que pilota o
aviador. O Fighting Falcon foi usado pelos americanos no Afeganistão, no
Iraque e, agora, atuou também na Líbia.


Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia Size_590_F-18-Hornet


F-18 Hornet


País: Estados Unidos, Canadá e Espanha
Velocidade: 2.390 km/h
Armamento: 4 mísseis ar-ar e 6 mísseis ar-solo
Custo estimado: 94 milhões de dólares


O F-18 Hornet, que voou pela
primeira vez em 1980, foi o primeiro avião de combate americano
projetado para atacar igualmente bem alvos aéreos e terrestres. Com asas
dobráveis, ele é usado pelos americanos como caça baseado em
porta-aviões. O F-18 já teve cerca de 1.500 unidades fabricadas. Foi um
dos primeiros aviões a usar telas multifuncionais no painel. Elas podem
exibir diferentes informações para o piloto dependendo de o avião estar
em voo regular, em combate aéreo ou numa missão de ataque a alvos no
solo, por exemplo. As versões mais recentes usam mostradores do tipo
head-up, que projetam as informações em frente ao rosto do piloto, numa
tela transparente.


Os F-18 (chamados de F/A-18 em
versões mais recentes) já dispararam mísseis sobre a Líbia no passado,
em 1986, além de ter participado da guerra no Iraque. Agora, estão de
volta à África, na versão usada pela Espanha e pelo Canadá. Feita para
decolagem terrestre apenas, essa versão difere da que é usada nos
porta-aviões por ter asas fixas e trem de pouso mais simples. O Hornet é
usado, também, no esquadrão de demonstração da marinha americana, os
Blue Angels. Além disso, os americanos querem vender a versão F/A-18
Super Hornet para a força aérea brasileira.


Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia Size_590_Eurofighter-Typhoon


Eurofighter Typhoon


País: Reino Unido
Velocidade: 2.490 km/h
Armamento: 6 mísseis ar-ar e 6 mísseis ar-solo
Custo estimado: 128 milhões de dólares


Desenvolvido por um consórcio
europeu, o Typhoon é um dos mais avançados aviões de combate hoje
disponíveis. Ele entrou em operação em 2003. Como outros aviões
militares atuais, o Typhoon é ligeiramente instável. Por isso ele
depende de controles computadorizados para se manter em voo. É o que se
chama, às vezes, de estabilidade artificial. O sistema de controle, do
tipo fly-by-wire, também impede o piloto de fazer alguma manobra que
exceda os limites do avião, o que o torna bastante confiável.


Um sistema de defesa integrado
chamado Praetorian identifica alvos e ameaças tanto no ar como em terra.
O Typhoon também tem detector de radar e vários dispositivos usados
para enganar as defesas inimigas. Há, ainda, um sistema de navegação que
compara a posição do avião com uma descrição do terreno abaixo. Serve
tanto para evitar uma colisão com alguma montanha como para identificar
alvos no solo. O painel de controle é totalmente digital, com múltiplas
telas de cristal líquido que fornecem informações ao piloto. Algumas
funções podem ser acionadas por comandos de voz.


Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia Size_590_Tornado


Tornado


País: Reino Unido e Itália
Velocidade: 2.430 km/h
Armamento: 4 mísseis anti-radar e bombas de múltiplas cargas


Os Tornado são uma família de
aviões de combate desenvolvidos pelo consórcio Panavia, formado por
empresas do Reino Unido, da Alemanha e da Itália. Além desses três
países, foi vendido à Arábia Saudita. Quase mil unidades foram
produzidas entre 1979 e 1998. São basicamente aviões de ataque terrestre
com alguma capacidade de combate aéreo. O Tornado possui asas de
geometria variável. É uma solução cara e complexa que procura aliar a
alta velocidade obtida com asas em delta à capacidade de manobra
proporcionada por asas mais retas. A possibilidade de estender as asas,
deixando-as quase retas, também permite pousar e decolar em pistas mais
curtas.


Um radar com funções de ataque e
navegação localiza alvos, faz mapeamento do solo e reconhece o terreno
abaixo do avião. Algumas versões do Tornado são capazes de localizar e
rastrear 20 alvos simultaneamente, a até 160 quilômetros de distância.
Esse avião pode carregar uma enorme variedade de armas, incluindo bombas
de múltiplas cargas, bombas específicas para a destruição de aeródromos
e até bombas atômicas. Ele também transporta alguns mísseis ar-ar para
defesa. Alguns Tornado britânicos partiram da Inglaterra para atacar a
Líbia, num percurso de 4.800 quilômetros, ida e volta. No caminho,
fizeram quatro reabastecimentos em voo – três na ida e um na volta. São
as missões de ataque mais distantes desde a guerra das Malvinas, em
1982.


Sete aviões high tech que atuaram na guerra da Líbia Size_590_B-2-Spirit


B-2 Spirit Stealth Bomber


País: Estados Unidos
Velocidade: 1.010 km/h
Armamento: 18 toneladas de bombas, convencionais ou nucleares
Custo: as estimativas vão de 1 a 2,4 bilhões de dólares


O avião mais caro do mundo, o
B-2 Spirit Stealth Bomber, da Northrop Grumman, entrou em operação em
1993. Custava tanto (2,4 bilhões de dólares em valores atuais) que,
1987, o congresso americano reduziu a encomenda inicial de 132 unidades
para apenas 21. Um dos B-2 acidentou-se em 2008, de modo que restam 20
em uso. Conhecido como o bombardeiro invisível, o B-2 é difícil de ser
detectado quando voa, seja por meio de raios infravermelhos, sensores
acústicos, receptores eletromagnéticos, radar ou mesmo por observação
visual.


O disfarce é obtido pela
combinação de diversas tecnologias, algumas delas altamente secretas.
Quase todo o avião é construído de materiais não metálicos, que refletem
pouco as ondas do radar. Um revestimento especial acentua essa
característica. Seu formato busca dispersar as ondas eletromagnéticas em
múltiplas direções, evitando que produzam um feixe identificável. E as
turbinas ficam ocultas atrás de defletores térmicos, que dificultam a
detecção por sensores de raios infravermelhos. O B-2 já foi usado pelos
Estados Unidos tanto no Iraque como no Afeganistão. Na Líbia lançou
algumas das primeiras bombas, destruindo aeródromos usados pela força
aérea de Kadafi.


Fonte: Maurício Grego (Exame.com) - Fotos: Reprodução

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Carlos Amilckar
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Mensagem por Winicius Qua 23 Nov 2011, 21:05

E o Gripen, que foi destaque principalmente em missões de reconhecimento, foi simplesmente esquecido... mad

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