[Brasil] Aeroporto de Caieiras é vetado
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[Brasil] Aeroporto de Caieiras é vetado
Aeroporto de Caieiras é vetado
Por Márcio Pinho e Nataly Costa
A Aeronáutica rejeitou o projeto de construção de um terceiro
aeroporto na Grande São Paulo pela iniciativa privada. A avaliação do
Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) é que o plano das
construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Correa para Caieiras, a 30
quilômetros do centro da capital, é inviável, pois causaria
interferências nos aeroportos de Cumbica, Viracopos, Congonhas e
Jundiaí.
Quando se leva em consideração o volume de tráfego aéreo da região,
um aeroporto em Caieiras ficaria no meio de um espaço aéreo já
tumultuado – a área chamada Terminal São Paulo, que corresponde a 33% de
todo o tráfego do País, concentrado em apenas 1,2% do território
nacional. Essa configuração, segundo o Decea, não foi analisada pelas
construtoras no projeto.
Nos moldes de Cumbica, Caieiras seria internacional, teria duas
pistas de pouso e decolagem e uma capacidade inicial para 22 milhões de
passageiros. Seria o primeiro aeroporto totalmente operado e construído
pela iniciativa privada.
A construção de um terceiro aeroporto em São Paulo, porém, vem sendo
apontada pelas autoridades paulistas como uma das prioridades da Região
Metropolitana para os próximos anos. A ideia é defendida pelo governador
Geraldo Alckmin (PSDB) e foi apresentada pelo prefeito Gilberto Kassab
(PSD) como um dos cinco temas primordiais para a região nas reuniões do
recém-formado Conselho da Região Metropolitana, ao lado de saneamento e
combate à poluição.
A negativa é um banho de água fria nos planos do Estado e da
Prefeitura de São Paulo, que tentavam emplacar o projeto com o governo
federal. No Planalto, porém, o terceiro aeroporto é um assunto a ser
evitado – pelo menos até saírem os leilões de Cumbica e Viracopos.
Anunciar um aeroporto concorrente faria despencar o preço das
concessões.
As construtoras afirmam que não desistiram do projeto e vão
apresentar novos estudos à Aeronáutica. Segundo o Decea, nenhuma
alternativa foi enviada.
Questionado sobre uma área ideal para receber o novo aeroporto,
Kassab, que preside o Conselho da Região Metropolitana, disse na
terça-feira que não teria conhecimento para indicar uma região
específica. “Não sou técnico, não me sinto habilitado para citar nenhuma
área.”
Ontem, porém, Kassab esteve em Brasília e levou o prefeito de
Caieiras, Roberto Hamamoto, recém-filiado ao PSD, para tratar do
assunto. “Tivemos informação nesse sentido (sobre a negativa do Decea),
mas acreditamos que o impasse possa ser resolvido”, diz Hamamoto. “Não
existe região mais propícia em São Paulo. Caieiras fica entre o Rodoanel
e as rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera. Tem a logística ideal.”
Fonte:
Por Márcio Pinho e Nataly Costa
A Aeronáutica rejeitou o projeto de construção de um terceiro
aeroporto na Grande São Paulo pela iniciativa privada. A avaliação do
Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) é que o plano das
construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Correa para Caieiras, a 30
quilômetros do centro da capital, é inviável, pois causaria
interferências nos aeroportos de Cumbica, Viracopos, Congonhas e
Jundiaí.
Quando se leva em consideração o volume de tráfego aéreo da região,
um aeroporto em Caieiras ficaria no meio de um espaço aéreo já
tumultuado – a área chamada Terminal São Paulo, que corresponde a 33% de
todo o tráfego do País, concentrado em apenas 1,2% do território
nacional. Essa configuração, segundo o Decea, não foi analisada pelas
construtoras no projeto.
Nos moldes de Cumbica, Caieiras seria internacional, teria duas
pistas de pouso e decolagem e uma capacidade inicial para 22 milhões de
passageiros. Seria o primeiro aeroporto totalmente operado e construído
pela iniciativa privada.
A construção de um terceiro aeroporto em São Paulo, porém, vem sendo
apontada pelas autoridades paulistas como uma das prioridades da Região
Metropolitana para os próximos anos. A ideia é defendida pelo governador
Geraldo Alckmin (PSDB) e foi apresentada pelo prefeito Gilberto Kassab
(PSD) como um dos cinco temas primordiais para a região nas reuniões do
recém-formado Conselho da Região Metropolitana, ao lado de saneamento e
combate à poluição.
A negativa é um banho de água fria nos planos do Estado e da
Prefeitura de São Paulo, que tentavam emplacar o projeto com o governo
federal. No Planalto, porém, o terceiro aeroporto é um assunto a ser
evitado – pelo menos até saírem os leilões de Cumbica e Viracopos.
Anunciar um aeroporto concorrente faria despencar o preço das
concessões.
As construtoras afirmam que não desistiram do projeto e vão
apresentar novos estudos à Aeronáutica. Segundo o Decea, nenhuma
alternativa foi enviada.
Questionado sobre uma área ideal para receber o novo aeroporto,
Kassab, que preside o Conselho da Região Metropolitana, disse na
terça-feira que não teria conhecimento para indicar uma região
específica. “Não sou técnico, não me sinto habilitado para citar nenhuma
área.”
Ontem, porém, Kassab esteve em Brasília e levou o prefeito de
Caieiras, Roberto Hamamoto, recém-filiado ao PSD, para tratar do
assunto. “Tivemos informação nesse sentido (sobre a negativa do Decea),
mas acreditamos que o impasse possa ser resolvido”, diz Hamamoto. “Não
existe região mais propícia em São Paulo. Caieiras fica entre o Rodoanel
e as rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera. Tem a logística ideal.”
Fonte:


Amilckar- Colaborador

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